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CONVITE: SEMINÁRIOS PGCST (29/05/2019): Bias de precipitação no norte da América do Sul em Modelos do Sistema Terrestre do CMIP5

Seminários PG-CST

Data: 29/05/2019 – quarta-feira
Local: Sala A – Prédio Rotunda – INPE/SJC
Horário: 15h30min

Palestrante: Fernanda Cerqueira Vasconcellos – UFRJ

Título:  Bias de precipitação no norte da América do Sul em Modelos do Sistema Terrestre do CMIP5

Resumo:
Este estudo examinou a precipitação de verão austral histórica (1980-2005) na América do Sul Tropical (SA) simulada por quatro Modelos de Sistemas Terrestres (ESM) da Fase 5 do Projeto de Intercomparação de Modelos Acoplados (CMIP5). Todos os modelos mostraram uma banda de precipitação máxima a leste da observada, localizada sobre o nordeste do Brasil, sugerindo problemas para simular a configuração da Zona de Convergência do Atlântico Sul (SACZ). Os modelos também têm problemas para simular a Zona de Convergência Intertropical do Atlântico (ITCZ). Devido a problemas com a ZCAS e a ZCIT, todos os modelos apresentaram viés de precipitação negativo no extremo norte do estado, incluindo Guianas, Suriname e norte do Brasil. Para esta região, os modelos, em geral, subestimaram a precipitação intensa e superestimaram a precipitação fraca. A divergência de fluxo de umidade anômala na costa norte de SA em modelos sugeriu que o viés poderia ser causado por uma deturpação do modelo de disponibilidade de umidade para convecção. Análises posteriores revelaram viés negativo da temperatura da superfície do mar (TSM) no Atlântico Norte tropical. Associado a esse viés, há um fortalecimento dos ventos alísios nordestinos sobre essa região, induzindo um fluxo de umidade mais intenso para o interior do continente e, consequentemente, uma divergência anômala do fluxo de umidade próximo à costa, subestimando a precipitação. Para os modelos CCSM4 e GFDL-ESM, o viés negativo de TSM foi associado a uma liberação anômala de calor latente, sugerindo um feedback anômalo de evaporação de vento-TSV (WES). Além disso, para modelos GFDL-ESM e MIROC, o viés negativo de SST foi associado a uma onda curta incidente mais baixa (SW) sobre o Atlântico Norte tropical. No GFDL-ESM, um viés positivo na cobertura de nuvens causou essa deficiente rede SW sobre o Atlântico Norte tropical.